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domingo, 26 de maio de 2013

Como é uma prova de Trick Catch

Olá, pessoal!

Hoje trago dois vídeos que mostram a prova de Trick Catch. Ambos foram filmados durante a segunda etapa do IV Circuito Nacional de Bumerangue, promovido pela Federação Brasileira de Bumerangue. A etapa ocorreu na Academia da Força Aérea em Pirassununga - SP, em 18/05/13.

Para quem não conhece, a prova consiste em realizar 10 pegadas de diferentes formas previamente definidas, primeiro arremessando um único bumerangue (single), depois arremessando dois bumerangues ao mesmo tempo (double), sendo que eles caem com velocidades diferentes, permitindo fazer as duas pegadas. As pegadas (em ordem) são:
  • Com a mão esquerda por baixo do bumerangue (left hand clean) - 2 pontos
  • Com a mão direita por baixo do bumerangue  (right hand clean) - 2 pontos
  • Com as duas mãos nas costas (back catch) - 3 pontos
  • Com as duas mãos por debaixo da perna (under the leg) - 3 pontos
  • Uma mão "por cima" do bumerangue (eagle catch) - 4 pontos
  • Chute e pegada do bumerangue (hacky catch) - 6 pontos
  • Entre as pernas (tunnel catch) - 6 pontos
  • Uma mão nas costas (one hand back) - 7 pontos
  • Uma mão debaixo da perna (one hand under the leg) - 7 pontos
  • Com os pés (foot catch) - 10 pontos

O primeiro vídeo mostra o atleta Fábio dos Santos realizando a primeira parte da prova. Ele atualmente é um dos atletas brasileiros mais especializados nessa modalidade. 


Já no segundo vídeo vemos o Eduardo Místico realizando a segunda parte da prova. Ele é um dos mais talentosos atletas brasileiros, vencendo vários campeonatos nacionais e conseguindo ótimas colocações em campeonatos internacionais. Neste dia o Eduardo bateu o recorde nacional da prova pela FBB, fazendo 110 pontos. Notem que o total de pontos da parte single é 50, com mais 50 da parte double. Mas se o atleta fizer 100 pontos, ele repete a prova, só parando quando errar uma pegada.


Os vídeos foram filmados e editados pelo Wagner Cunha, que gentilmente me permitiu a reprodução dos mesmos.

Quem quiser aprender as pegadas, pode assistir à video aula do Sandro Freitas.


Até a próxima!
Ítalo Carvalho

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dicas para competições 03: Fast Catch, Enduro, MTA e Australian Round

Olá, pessoas!


Depois das dicas gerais e dicas para Trick Catch e Precisão, aqui vão as dicas para Fast Catch, Enduro, MTA e Australian Round, concluindo a série


Fast Catch

Prefira modelos que mantêm o voo baixo durante todo o percurso. Quando o bumerangue sobe, ele percorre um caminho mais longo e toma mais tempo a cada volta.

Sempre se aproxime o máximo possível da linha da raia de 2 metros para arremessar, pois assim você ganha distância e se seu bumerangue estiver indo a pouco menos de 20 metros, você não perderá os arremessos. Tome muito cuidado para não pisar na linha e queimar o arremesso.

Na hora da pegada, não vire o corpo lateralmente. A pegada será mais segura se você encarar o bumerangue de frente e isso evitará que você perca tempo correndo atrás dele, caso não consiga segurá-lo.

Se você já consegue fazer o bumerangue voltar no bull’s eye, trabalhe na transição entre a pegada e o novo arremesso. Aproxime-se da linha da raia para pegá-lo e enquanto o posiciona nas mãos para o próximo arremesso, dê dois passos para o lado oposto, virando o corpo e se aproximando novamente da linha para arremessar. Aproveite a força da cintura e das pernas enquanto gira para dar mais força ao arremesso. Se você é destro, gire o corpo pela esquerda, se for canhoto, gire pela direita.

Se você perceber que o bumerangue não voltará no bull’s eye, não espere que ele chegue muito perto para se posicionar. Corra o mais rápido possível para o lugar onde você achar que fará a pegada. Lembre-se de que você deverá voltar ao bull’s eye para fazer os arremessos seguintes.


Enduro

Utilize as mesmas dicas que as para Fast Catch.

Mantenha um ritmo constante, não esquecendo de respirar. Não adianta começar num ritmo muito acelerado, se cansar rápido, depois de poucas pegadas, e não conseguir fazer as seguintes.

Procure se sentar por alguns minutos depois da prova. É uma das que mais exigem fisicamente do atleta e algumas pessoas pode inclusive sofrer de pressão baixa depois de realizá-la.


Australian Round

Se posicione para fazer a pegada logo após o arremesso. Não fique parado esperando para ver onde o bumerangue irá cair. Passe um pouco do local onde você acha que o bumerangue irá cair, depois se vire e pegue o bumerangue de frente. Como o bumerangue estará completamente em seu campo de visão, você saberá se posicionar melhor para fazer a pegada.

Na hora da pegada, você pode tentar pular, pegar o bumerangue e cair em uma raia menor, assim você aumenta seu score em dois pontos. Caso consiga fazer isso em todos os arremessos, você aumentará 10 pontos em seu score. Lembre-se: para que isso funcione, você deve estar no ar no momento em que pegar o bumerangue.

Em geral, quanto mais longe o bumerangue for, mais difícil será ganhar pontos por precisão. Prefira bumerangues que vão a 30 metros, mas que tenham uma grande precisão. Assim, se você fizer a pegada, pontuará mais do que se tivesse arremessado um bumerangue a 50 metros, mas que não voltou dentro da raia dos 10 metros. Lembre-se: a pontuação por precisão é maior que a pontuação por distância.


MTA

Na prova de MTA 100, arremesse no limite da raia de 50 metros, encarando o vento. Como o vento empurrará o bumerangue na direção oposta, você terá toda a área atrás de você para fazer a pegada.


Se a prova for de MTA ilimitado e houver vento, procure usar qualquer barreira contra o vento que existir no campo (árvores ou prédios muito altos, por exemplo). Arremesse próximo a ela, assim o bumerangue estabilizará mais fácil.

Comece a correr imediatamente após o arremesso, na mesma direção em que o vento está empurrando o bumerangue, assim você pode se posicionar à frente dele, facilitando a pegada. Fique atento a mudanças na direção do vento. Você pode pedir a alguém que fique na posição onde pegaria o bumerangue e correr para esta pessoa. Isso evita que você corra olhando para trás e tropece.

A melhor maneira de fazer a pegada é na altura do umbigo, deixando as mãos “moles” e dobradas para trás, dobrando-as para a frente apenas no momento exato de pegar o bumerangue. Isso evita que elas se tornem um obstáculo para o giro do bumerangue.

Sempre mire no centro do giro do bumerangue, e não o meio do bumerangue em si.

Você pode se abaixar e cair para trás, se deitando, no momento exato em que fizer contato com o bumerangue. Isso fará com que ele caia sobre seu corpo, caso a pegada não seja muito firme, em vez de cair no chão.

Alguns atletas mais experientes chegam a se deitar para fazer a pegada. Assim, quanto mais baixo eles pegarem o bumerangue, maior será o tempo contado. Se você não garante que conseguirá fazer isso, só tente depois de garantir dois ou três bons tempos em arremessos anteriores.

Caso o bumerangue quebre em sua mão e algum pedaço cair no chão, a pegada será válida se houver QUALQUER pedaço do bumerangue em sua mão, independente do tamanho.




Bons retornos a todos!
Ítalo Carvalho





Referências utilizadas:
Vídeo-aula de MTA do Sandro Freitas (também é recomendável assistir)
Ricardo Marx e Fracaboom, via Twitter

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dicas para competições 02: Trick Catch e Precisão

Olá, pessoas!


Dando continuidade às dicas para competições, depois das dicas gerais, aqui vão algumas para Trick Catch e Precisão.


Trick Catch Single:

Tenha um bumerangue próprio para single. Se você usar um dos doublers e algo acontecer a ele (quebrar ou perder), você poderá ser prejudicado.

As quatro primeiras pegadas valem menos, então não se preocupe se você as errar. Concentre-se nas outras seis, pois as pontuações são maiores. É comum os competidores errarem as primeiras pegadas por estarem nervosos no início da prova. Mas se acertarem as outras seis, conseguem 90 pontos, o que com certeza garantirá uma ótima classificação.

Se posicione de maneira que o vento leve o bumerangue até você em vez de você segui-lo. Você porde regular o bumerangue para que ele caia de 2 a 5 metros à sua frente. Comece a correr logo depois do arremesso, não espere para ver para onde o bumerangue irá.

Cuidado com o sol. No momento da pegada, se movimente para que ele não fique na mesma linha de visão que o bumerangue, pois ele pode ofusca-lo. Basta se mover alguns graus para um lado.

Você pode treinar as pegadas em casa usando um bumerangue de papel ou papelão (se tiver espaço); ou girando um bumerangue de plástico e jogando para cima.

Nas pegadas:
  • Mão direita e mão esquerda livres: tente pegar o bumerangue o mais alto possível, passando o polegar por cima dele. Assim, se você errar a primeira tentativa, terá outra chance de pegá-lo mais abaixo, até mesmo mergulhando para alcança-lo.
  • Duas mãos atrás das costas: procure ficar de lado e inclinar o corpo na direção oposta à do bumerangue. Mantenha contato visual com o bumerangue tanto quanto for possível, assim você perceberá qualquer mudança mínima de direção que possa desviá-lo de sua mão.
  • Duas mãos por baixo da perna: prefira pegar o bumerangue pelo lado de fora do corpo, assim você evita que ele se choque contra sua cabeça, ombros ou tronco. É possível pular para fazer a pegada, tendo então mais uma chance caso erre a primeira tentativa.
  • Eagle catch: não tente fazer a pegada quando o bumerangue estiver muito alto. Espere (com a mão já levantada) que ele chegue à altura do seu peito para pegá-lo. Você pode deixar a outra mão estendida na altura da cintura para bater o bumerangue para cima caso erre a primeira tentativa, assim você terá uma nova chance de pegá-lo. Mas lembre-se: caso tenha sucesso na primeira tentativa, a outra mão deve sair do caminho para que não interfira na pegada.
  • Hackey catch: pode ser feita por dentro (com a lateral interna do pé), por fora (com a lateral externa do pé) ou com a perna invertida (de letra). O chute por dentro é o mais seguro, pois o corpo fica numa posição mais favorável para pegar o bumerangue (nas outras duas você terá que se esticar mais para isso).
  • Tunnel Catch: use a mesma dica que na pegada com duas mãos por baixo da perna, mas não pule, pois os dois pés devem estar em contato com o chão para que a pegada seja válida.
  • Uma mão por trás das costas: use a mesma dica que na pegada com duas mãos atrás das costas. Você pode deixar o bumerangue bater nas suas costas para que ele pare de girar e facilitar a pegada, mas lembre-se de que você não pode prendê-lo entre a mão e o corpo para pegá-lo.
  • Uma mão por baixo da perna: use a mesma dica que na pegada com duas mãos por baixo da perna.
  • Foot catch: deite-se da lado para pegar o bumerangue com as laterais dos pés, reduzindo as chances de quebra-lo. Alguns atletas preferem fazer essa pegada com os pés descalços.


Trick Catch Doublers

Memorize a ordem e os valores de cada pegada, assim você pode decidir estratégias durante a prova.

Na hora de arremessar, sempre posicione o insider um pouco à frente do outsider em sua mão.

Se você perceber, depois do arremesso, que apenas um dos bumerangues está voando do jeito correto, garanta a pegada com ele e vá atrás do outro só se der tempo.

Faça a pegada que vale mais pontos primeiro, pois se você errá-la terá outra chance no outro bumerangue.
Lembre-se de que não deve soltar o primeiro bumerangue antes de ter pegado o segundo. Você pode ficar com ele na mão, colocá-lo na boca, na cintura ou na camisa, mas nunca deixe que caia no chão antes de ter dominado o segundo.

Na combinação Eagle catch / Foot catch, é recomendável fazer a Eagle primeiro, pois é mais difícil se levantar depois da Foot a tempo de alcançar o segundo bumerangue.


Precisão

Após o arremesso, saia imediatamente do bull’s eye, pois assim você evita que o bumerangue bata em você caso volte com precisão máxima, o que anulará o arremesso.

Preste atenção em que direções os outros competidores estão arremessando, assim você poderá perceber mudanças na direção e intensidade do vento quando for sua vez.




Veja também as dicas para Fast Catch, Enduro, Australian Round e MTA.





Bons retornos a todos!
Ítalo Carvalho.


Referências utilizadas:
Vídeo aula de Trick Catch do Sandro Freitas (também vale a pena assistir)
Ricardo Marx e Fracaboom, via Twitter

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dicas para competições 01: Dicas gerais

Olá, pessoas!


Muitas pessoas praticam o bumerangue apenas por diversão, mas algumas vão além e resolvem também competir (O que não deixa de ser divertido!). Aqui vão algumas dicas para quem quer ingressar em competições. Ninguém é obrigado a seguir todas à risca, mas elas podem fazer bastante diferença no desempenho de quem quiser realizar toda sua capacidade atlética. Inicialmente trago algumas dicas gerais. Em outros post falo sobre Trick Catch e Precisão e sobre Fast Catch, Enduro, MTA e Australian Round. Vamos a elas:



01. Condicionamento físico é importante. Não é exatamente ter músculos fortes, pois arremessar bumerangues é principalmente uma atividade aeróbica, então estar com o fôlego em dia ajudará bastante. 


02. Cada pessoa tem um estilo próprio de arremessar. Procure descobrir quais os seus pontos fortes e fracos e tente se aprimorar. Você pode descobrir mais sobre seu estilo e no que está errando filmando seus arremessos de diversos ângulos e analisando as imagens.

03. Se você achar um bumerangue que se adapta ao seu estilo de arremessar, não hesite em comprá-lo. Ele será insubstituível.

04. Copie modelos de outras pessoas e os modifique, melhorando e adaptando ao seu estilo de arremesso.

05. Aproveite bastante os modelos feitos especialmente para modificação, como o Trifly, o Infinity, o Touareg, o Agile e o Renner.


06. Desenha as plantas de seus bumerangues. Se eles se quebrarem, você pode fazer outros se baseando no pedaços. Mas se eles se perderem e você não tiver uma cópia, você pode deixar de ter uma peça importante de sua coleção.

07. Aprenda a observar e avaliar corretamente as condições de tempo.

08. Faça uma tabela listando os modelos que você possui, para que provas cada um serve, para que condições de vento e que regulagens podem ser feitas. Isso ajuda a descobrir para o que você está bem equipado e o que você precisa conseguir para completar seu kit. Procure ter ao menos três modelos para cada prova, um para cada intensidade de vento.

09. Conheça bem seus bumerangues. Aprenda como se comportam em todas as situações e como regulá-los. Nas competições brasileiras, é comum que um atleta empreste seus bumerangues para outros, quando necessário. Mas é impossível conhecer as particularidades de cada modelo no primeiro contato com ele, então você pode perder uma vantagem importante assim (claro que ainda será melhor do que não fazer a prova por falta de equipamento).

10. Pratique no vento mais forte que puder. Assim você estará mais bem preparado até mesmo para as condições mais amenas.

11. Pratique todas as provas. É comum que bons atletas se saiam mal em alguma prova, e as pessoas sempre têm suas preferidas. Mas isso não quer dizer que as outras devam ser negligenciadas, se você espera conseguir boas colocações.

12. Sempre se certifique de que todos os seus bumerangues atingem as distâncias mínimas exigidas antes de usá-los em competições. É comum que atletas inexperientes pensem que seus bumerangues estão alcançando distâncias maiores do que realmente alcançam. Para medir essa distância, peça a um amigo que fique em sua frente quando você arremessar e que se posicione logo abaixo do ponto mais distante que o bumerangue alcançar. Depois meça a distância entre você e seu amigo.

13. Mantenha seus bumerangues regulados e prontos para as provas com antecedência. O tempo de aquecimento não deve ser usado para regulagens, a não ser pequenos ajustes.

14. O que você deve ter em sua mala:
  • Cronômetro com contador de voltas;
  • Biruta;
  • Sacola plástica de lixo, para colocar os bumerangues dentro em caso de chuva;
  • Chapéu, óculos de sol, protetor solar e labial;
  • Munhequeiras para evitar que o suor escorra dos braços para as mãos;
  • Toalha para secar as mãos;
  • Talco, para controlar a umidade das mãos;
  • Chuteira com trava;
  • Elásticos, fita de chumbo, moedas e pesos, papel, caneta, tesoura, fita adesiva, faca;
  • Luva para Fast Catch, sempre para a mão oposta à que você usa para arremessar;




Bons retornos a todos!
Ítalo Carvalho.




Referências utilizadas:
Vídeo do 1º Campo de Treino com Gregg Snouffer e Mark Legg (recomendo que assistam)
Ricardo Marx e Fracaboom, via Twitter

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tabelas de Níveis

Olá, pessoas!

Uma coisa que facilita muito em qualquer tipo de treino é ter objetivos a cumprir. Claro que muitas vezes esse objetivo é muito alto e o melhor é estabelecer outros mais modestos primeiro.

Para ajudar no treinamento de quem quer competir no bumerangue, aqui vai uma tabela de níveis para servir de guia. Ela não deve ser vista como algo definitivo, mas como uma forma de ter uma noção de seus níveis de habilidade:




Essa tabela foi criada pelo André Caixeta e é usada no Francaboom. Lá eles fazem exames de mudança de nível a cada 3 meses, vocês podem estabelecer como objetivo mudar de nível nesse mesmo intervalo.

O Bumerangue Clube de Americana utiliza um sistema semelhante, mudando basicamente os valores de cada nível:


Nível F

Precisão: 20 pontos
Enduro: 10 enduro
Pegada Rápida: 3 pegadas


Nível E

Precisão: 30 pontos
Enduro: 15 pegadas
Pegada Rápida: 5 pegadas


Nível D

Precisão: 45 pontos
Enduro: 20 pegadas
Pegada Rápida: 50 segundos


Nível C

Precisão: 55 pontos
Enduro: 30 pegadas
Pegada Rápida: 35 segundos
Trick Catch: Single + Double: 30 pontos
MTA: 30 segundos


Nível B

Precisão: 65
Enduro: 40 pegadas
Pegada Rápida: 25 segundos
TrickCatch: Single + Double: 50 pontos
MTA: 45 segundos
Aussie Round: 50 pontos


Nível A

Precisão: 75
Enduro: 50 pegadas
Pegada Rápida: 22 segundos
Trick Catch: Single + Double: 70 pontos
MTA: 60
Aussie Round: 60 pontos


Nível S

Precisão: 80 pontos
Enduro: 65 pegadas
Pegada Rápida: Sub 20 (abaixo dos 20 segundos)
Trick Catch: Single + Double: 80 pontos
MTA: 90 segundos
Aussie Round: 70 pontos


Analisem as duas tabelas, decidam qual a mais adequada a seus objetivos pessoais e boa sorte!


Bons retornos a todos.
Ítalo Carvalho.

sábado, 10 de abril de 2010

Vídeo aulas

Olá, pessoas!

Agora que vocês já sabem como são as regras das competições, aqui vão alguns links que podem ser úteis. São vídeo aulas preparadas pelo bicampeão brasileiro Sandro Freitas (visite o canal dele no Youtube, com muito mais coisas). Os vídeos falam por si mesmos:

MTA


TRICK CATCH


TRICK CATCH DOUBLING



E só por curiosidade, esse vídeo mostra como imprevistos podem acontecer quando se sai para arremessar:



Bons arremessos!
Ítalo Carvalho

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Instituições

Olá, pessoas!

Todo esporte tem instituições que cuidam de suas regras, práticas e divulgação, além dos interesses dos atletas, entre outras coisas. O órgão mundial máximo do bumerangue nesse sentido é a International Federation of Boomerang Associations. No Brasil, há duas instituições atuantes. A Associação Brasileira de Bumerangue, presidida atualmente pelo Ricardo Marx e filiada à IFBA e a Federação Brasileira de Bumerangue , presidida pelo Carlos Martini, o Magrão. Ambas são ativas, confiram os calendários dos eventos e campeonatos nos sites.

Vocês podem se filiar a qualquer uma das instituições nacionais (ou mesmo às duas) e ter direito a vários benefícios, bastando pagar uma anuidade. Cabe a cada atleta conhecer cada instituição e escolher com qual mais se identifica, tendo em vista os objetivos principais de cada uma. Em alguns campeonatos organizados por uma instituição, pode ser necessário que o atleta seja filiado para ter o direito de participar (quando qualquer atleta não-filiado pode participar o campeonato é dito "aberto" ou "open"). Um exemplo são os campeonatos mundias, dos quais só podem participar atletas filiados a associações que integram a  IFBA.

Infelizmente no momento os campeonatos ficam concentrados na região Sudeste do Brasil, que é onde o bumerangue é mais popular (seguida das regiões Sul e Centro-Oeste. As regiões Nordeste e Norte são bem desfavorecidas nesse ponto). Porém há chances de que isso mude no futuro, uma vez que o esporte vem ganhando visibilidade. Para dar uma idéia, ambas instituições têm conseguido patrocínios de grandes empresas, o que é um bom indicador.

Acredito que antes de começarmos a ter competições em outras regiões é preciso primeiro um trabalho de divulgação, e nisso já estou fazendo minha parte com esse blog e talvez em breve com mais coisas. Então não fiquem parados esperando, divulguem vocês também o bumerangue, mesmo que seja só entre amigos e parentes! Com cada um fazendo um pouco, no futuro podemos ter um esporte popular, respeitado e com instituições fortalecidas.

Bons arremessos a todos!
Ítalo Carvalho.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Modalidades competitivas

Olá, pessoas!

O bumerangue é um esporte e como tal é normal que haja competições. Quem nunca pensou nisso deve estar se perguntando como são essas competições, então aqui vai um link onde tem tudo explicado:

Modalidades - Site do Jerri Leu, de Balneário Camboriú - SC

Essas são as modalidades individuais mais comuns. Além delas há modalidades em equipe:

"- Team Relay 30 (Revezamento 30 m.): formam-se duas filas, uma de cada equipe, a partir da linha de 30 metros. Ao sinal, os primeiros da fila vão para o centro da raia e jogam juntos. A distãncia mínima de vôo é de 30 metros. Ao pegar o bumerangue no retorno, os arremessadores voltam correndo à fila, tocam na mão do jogador seguinte e assim sucessivamente, até o último da fila. O retorno deve ser feito por dentro do círculo de 8 metros. Se o bumerangue não for pego no primeiro arremeso, deve ser lançado novamente e, pegando ou não no retorno, só após a segunda tentativa se retorna à fila para liberar o próximo arremessador. Vence a equipe na qual todos os arremessadores tiverem jogado no menor tempo.
- Super Catch: um jogador da equipe lança um MTA e é dado um sinal sonoro. Ao sinal, outros 3 membros da equipe iniciam jogadas de Fast-Catch. Quando o jogador que lançou o MTA o pega no retorno, o sinal sonoro é acionado duas vezes para serem encerradas as jogadas de Fast-Catch. Vence a equipe que tiver mais pegadas de Fast-Catch, no total dos 3 jogadores."¹

As modalidades como descritas no link e acima são praticadas outdoor, ou seja, a céu aberto, em campos gramados. Há também competições indoor, realizadas em estádios ou quadras cobertas:

Bumerangue Indoor - Site do Thiago Lemos, de Rio de Janeiro - RJ

Em ambos os tipos, cada atleta arremessa sozinho, porém há um terceiro tipo em que mais de um atleta lançam seus bumerangues ao mesmo tempo - competições H2H (head to head, algo como mano a mano). As regras oficias de todos os tipos podem ser encontradas no link abaixo:


Para ficar fera em cada modalidade é preciso bastante treino e um bom preparo físico, então, se quiserem competir, esqueçam que existe preguiça!

Bons arremessos a todos!
Ítalo Carvalho


Referências utilizadas: