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quinta-feira, 29 de março de 2012

Minibumerangue de pote de sorvete

Olá, bumeranguers!




O mais bacana do bumerangue é que você pode fazer diversos tipos para se adequar a diversas condições de espaço. Muitas pessoas adoram poder arremessar bumerangues dentro de suas próprias casas e criam os mais diversos modelos indoor. Aqui eu vou ensinar como fazer o modelo do vídeo acima, que eu mesmo criei e que possui várias vantagens:

  • Possui um alcance máximo de 3,5 m, podendo facilmente ser arremessando dentre de uma sala (casa, apartamento, colégio, escritório). Isso também elimina a preocupação com o vento, necessário para se arremessar bumerangues maiores;
  • É pequeno, então pode ser levado para qualquer lugar;
  • É fácil de arremessar, servindo para qualquer pessoa que nunca teve contato com bumerangues aprender;
  • É feito de material resistente, que não quebra nem amassa com os eventuais choques;
  • É fácil de fazer, precisando apenas de materiais fáceis de encontrar na maioria das casas;
  • É feito de material reutilizado, logo, ecologicamente correto;
  • Suas dimensões reduzidas e o fato de ser feito por asas cortadas separadamente e unidas por abas permite o melhor aproveitamento do material;
  • É uma excelente forma de divulgar o bumerangue (eu sempre tenho alguns na mochila para distribuir entre os curiosos).

A única desvantagem é que, por ser muito leve, este bumerangue não pode ser arremessado em lugares abertos, pois o vento não vai deixar que ele voe corretamente. Mesmo assim é muito divertido sempre ter um desses por perto.


FABRICAÇÃO

Você  vai precisar de uma embalagem de polipropileno (PP) com espessura entre 0,5 e 1 mm. A que usei foi um pote de sorvete de 2 litros, que tem em média 0,75 mm de espessura. Para saber se a embalagem é de PP, basta procurar por um símbolo como o da foto abaixo. 

O número 5 dentro de três setas formando um 
triângulo sempre indica que o material é PP.

Depois, desenhe as asas usando a planta abaixo (no fim da página você encontrará um link para outras plantas com designs bem diferentes). Você pode salvar no seu computador (clique para ampliar), imprimir, recortar e colar ao pote (o papel sairá facilmente depois, mas ficará por tempo o suficiente para você cortar as asas) ou posicionar a planta sobre ele e riscar usando um lápis de ponta macia (do tipo B ou HB) ou até marcadores permanentes (do tipo usado para escrever em DVDs). Não se esqueça de desenhar também a linha tracejada, é ela que usaremos para fazer o vinco (ver mais adiante). Como o bumerangue que mostro aqui é para destro, não se esqueça de inverter a planta antes de imprimir, se você for canhoto (sim, existem bumerangues para destros e bumerangues para canhotos). Inverta também sempre que as instruções se referirem a esquerda e direita.



Dá para aproveitar todos os lados, o fundo e a tampa do pote de sorvete, basta saber como posicionar as asas (em alguns potes é possível fazer até 15 asas, ou seja, 5 bumerangues). Talvez você ache mais fácil cortar as laterais primeiro do que riscar o pote ainda inteiro. As asas não precisam ficar perfeitas para o bumerangue funcionar corretamente (às vezes se perde um canto nas abas parte de baixo da asa, por exemplo), mas elas devem ser planas, então nunca use as partes curvas do pote.

Como aproveitar bem o pote.

Em alguns casos, as laterais do pote têm um desnível de mais ou menos 1,5 ~ 2 mm na parte de cima. Se você tiver um desses, basta fazer com que essa seja a parte de baixo das asas. Outros potes apresentam um desnível de menos de 1 mm, que pode ser ignorado.

Se o desnível for maior que 1 mm, basta deixá-lo na parte de baixo
das asas que o bumerangue funcionará perfeitamente.

Depois de cortar as asas, posicione-as encaixando as abas. Note que as asas apontam para o sentido anti-horário e que a linha do vinco fica à esquerda da asa que está apontando para as 12 h (no caso de um bumerangue para canhotos, as asas vão apontar para o sentido horário e a linha do vinco ficará à direita). Note que as asas não se encaixam perfeitamente e sempre ficará um pequeno orifício triangular entre elas.

Todas as asas apontam para o sentido
anti-horário.

De preferência, as abas de cada asa devem ser alternadas, sendo que a da esquerda fica por baixo da sua vizinha e a da direita, por cima (lembre de inverter se for para canhoto!).

Nenhuma asa tem as duas abas sobre as abas
das vizinhas, nem as duas embaixo.

Depois de posicionar as três asas, use pedaços de fita adesiva para segurá-las no lugar e grampeie as abas onde elas se sobrepõem. Como o plástico é mais resistente que papel, grampeie com bastante força para que o grampo possa perfurar as duas abas. Depois retire a fita adesiva.

O grampo deve ficar exatamente no lugar que as
abas se encontram.

Para evitar possíveis acidentes (Como furar a mão com a ponta do grampo. Não é nada grave, mas mesmo assim dói) e para evitar que as asas trepidem durante o voo (reduz a eficiência do bumerangue e ele pode cair antes de completar a volta), achate o lado de trás do grampo com alguma coisa dura (se você não tiver martelo, improvise).

As pontas do grampo à esquerda já estão 
achatadas, o que evita machucados.

Agora, pra terminar, é só fazer o vinco. Ele não é nada além de uma dobra na lateral da asa, mas é o principal responsável pelo funcionamento do bumerangue. Sem o vinco, o bumerangue não retornaria. Basta posicionar o bumerangue sobre a quina de algum móvel (a quina deve ser o mais reta possível) usando como guia a linha já riscada na asa. Depois, pressione com o dedo até o plástico ficar dobrado. Repita nas outras asas. Se você preferir, poderá usar a ponta de um alicate universal em vez da quina.

Pressione o máximo que puder, pois o plastico
sempre tende a voltar à posição original.

O resultado final é mais ou menos este.

 Note que o ângulo do vinco não é muito fechado.

O ângulo do vinco não pode ser muito aberto, pois o bumerangue fará um voo muito aberto e cairá muito na sua frente. Mas também não pode ser muito fechado, ou o bumerangue perderá giro e também não completará o voo. O melhor jeito de determinar o ângulo correto é testando, mas será algo parecido com o das fotos acima.

Agora um detalhe importante: o bumerangue possui um lado de cima e um lado de baixo. O lado de cima é aquele em que desenhamos a linha do vinco. Por exclusão o lado de baixo é o lado oposto (ou seja, o vinco  depois de dobrado deve apontar em direção ao lado de baixo do bumerangue). Para ajudar a identificar mais facilmente, você pode pintar ou desenhar a parte de cima do bumerangue com o marcador de DVD (só evite pintar a ponta das asas, pois a tinta pode manchar seus dedos quando você estiver arremessando). Por convenção, apenas a parte de cima do  bumerangue é pintada, pergunte a qualquer fabricante.

Você pode criar pinturas abstratas ou usar figuras
com os mais diversos temas.


ARREMESSO

Com o bumerangue pronto, é hora de aprender a arremessar. A primeira coisa que você deve aprender é que o bumerangue nunca é arremessado deitado. Mas ele também não é arremessado em pé. A maneira correta é segurá-lo inclinado, mais próximo da vertical, e com a parte de cima virada para você. O bumerangue deve então ser inclinado para a direita (se for canhoto, para a esquerda)

 Se você arremessar o bumerangue deitado, ele irá
subir, bater no teto e não voltará.

Se arremessar na vertical, ele simplesmente irá cair.

Arremessando inclinado, ele voará corretamente.

O jeito de segurar o bumerangue também influencia. A coisa mais importante no arremesso é fazer o bumerangue girar em torno de si mesmo. Aqui vão algumas dicas para facilitar e aumentar o giro que você coloca no bumerangue.

Coloque o bumerangue entre seus dedos indicador e polegar, fazendo uma posição de pinça, sendo que o dedo indicador deverá ficar dobrado. Procure segurá-lo o mais próximo possível da borda da asa, mas com segurança (eu brinco dizendo que quanto mais "nojo" você tiver do bumerangue, melhor será o arremesso).

Assim o bumerangue terá menos giro no arremesso. 

 Assim é possível colocar mais giro.

A segunda coisa a observar é a posição do bumerangue em relação à mão. É comum que os iniciantes posicionem o bumerangue muito para a frente. O ideal é que ele seja posicionado mais para trás, ficando praticamente sobre a mão (mas sem encostar nela).

Dessa maneira quase não dá para colocar giro
no bumerangue.

Assim é muito mais fácil colocar giro.

Por último, mas o mais importante, vem o movimento do pulso. Sem ele, todas as dicas acima são inúteis. Quando for arremessar o bumerangue, leve a mão para trás e depois a movimente para frente com força, "quebrando" o pulso. É isso que vai fazer o bumerangue girar. Lembre-se que o importante é esse movimento e mova o cotovelo o mínimo possível. Se o bumerangue subir muito e bater no teto ou cair muito à frente, tente arremessar com menos força. Se ele começar a voltar mas não completar o trajeto, tente  colocar um pouco mais de força. Iniciantes geralmente têm problemas em controlar a força e colocar mais giro, mas como um pouco de prática e perseverança conseguem ótimos resultados e fazem os movimentos com mais naturalidade.

E mais um detalhe: o bumerangue deve ser arremessado para a frente (em direção à linha do horizonte). Se você o arremessar para baixo, ele irá bater no chão ou descer, subir muito e cair antes de voltar a você. Por outro lado, se você o arremessar para cima, ele vai bater no teto ou subir, descer bastante e também cair antes de chegar em você.

Perceba que, embora o bumerangue seja arremessado quase na vertical, ele se "deita" durante o voo e chega até você na horizontal. Ele voará para a esquerda (no caso dos canhotos, para a direita) e para pegá-lo você vai usar as duas mãos, uma por cima e a outra por baixo do bumerangue, como que fazendo um sanduíche. Se ele vier em direção a seu rosto, não tente pegá-lo. Isso evitará alguns acidentes (Nada muito sério, o bumerangue é muito leve para causar ferimentos graves. Mas mesmo assim dói se acertar o nariz).

Depois de conseguir pegar todos os arremessos, você pode começar a brincar de pegar o bumerangue de formas diferentes (por trás das costas, por baixo das pernas etc.). Veja a vídeo aula de Trick Catch do Sandro Freitas para conhecer algumas. Você também pode tentar arremessar dois bumerangues de uma vez ou até mesmo fazer malabarismos mantendo sempre um bumerangue no ar. Se você tiver um amigo que também saiba arremessar, uma pequena competição pode ser divertida.


REGULAGEM

É possível regular o bumerangue pra mudar algumas características do voo. As regulagens são feitas a partir de torções e empenamentos e não são permanentes, pois o plástico geralmente retorna a sua posição inicial depois de um tempo, mas ainda assim vale a pena aprender:

Para fazer o bumerangue voar um pouco mais alto,
empene uma ou mais asas para cima.

 Para ele voar um pouco mais baixo, empene uma
ou mais asas para baixo.

Para fazer o bumerangue voar um pouco mais perto,
torça uma ou mais asas para dentro, como se
estivesse acelerando uma moto.


 Para ele o bumerangue voar um pouco mais longe,
torça uma ou mais asas para fora, como se
estivesse desacelerando a moto.


Além de divertido, esse bumerangue também pode ser educativo. Seria muito interessante utilizá-lo em oficinas de reutilização e reciclagem de materiais, por exemplo. Ou até mesmo em aulas de Educação Física. Se alguém fizer algo do tipo, envie um e-mail contando a experiência (de preferência com fotos ou link para vídeo no Youtube) e eu divulgo aqui no blog. Se alguém criar modelos diferentes, também sinta-se a vontade para compartilhar. Veja aqui outros modelos adaptados por mim.


REPERCUTINDO

Boas ideias DEVEM ser compartilhadas. Aqui vão alguns registros de onde essa ideia já repercutiu:

Atualizado em 29/04/12
O Flávio Moraes (São Carlos - SP) fez esse vídeo com o bumerangue que ele fabricou seguindo apenas as instruções acima. Obrigado por compartilhar, Flávio!


Atualizado em 15/05/12
O Anderson Do Vale (Mogi das Cruzes - SP) deu uma aula (literalmente) de como fazer e arremessar bumerangues de pote de sorvete. Foram mais de 200 exemplares de todas as cores possíveis. Obrigado pelo vídeo, Anderson!



Bons ventos a todos!
Ítalo Carvalho.


*Todas as fotos e imagens por Ítalo Carvalho, exceto quando especificado o contrário.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Porque o bumerangue volta 02: outros princípios físicos

Olá, bumeranguers!

Continuando a explicação sobre porque o bumerangue volta, iniciada no post sobre o voo, vou falar agora sobre outros dois princípios físicos, cada um tendo uma contribuição importante para o resultado final. Para não complicar, vou explicar cada um separadamente usando exemplos diversos. Como no post anterior, o bumerangue ainda ficará em segundo plano.


VELOCIDADE RELATIVA
A velocidade relativa diz respeito à velocidade com que dois corpos que se movimentam numa mesma direção (ou seja, numa mesma linha reta) se aproximam ou se afastam um do outro.

Imaginem a seguinte situação: um carro se movimenta da esquerda para a direita a 50 Km/h. Uma criança de dentro desse carro arremessa um pedra da direita para a esquerda (no sentido oposto ao que o carro se movimenta)a 10 Km/h. Porém, como a pedra já tinha uma velocidade maior no sentido oposto, essas duas velocidades vão se subtrair. Assim, a pedra continuará se movimentando da esquerda para a direita, mas com uma velocidade de 40 Km/h.

De maneira parecida, se a criança arremessar a pedra da esquerda para a direita (no mesmo sentido em que o carro se movimenta), as velocidades vão se somar. Assim, a pedra vai se deslocar a 60 Km/h.

Resumindo: se os dois corpos se movimentarem no mesmo sentido (os dois da esquerda para a direita), as velocidades se somam. Se os dois corpos se movimentam em sentidos contrários, as velocidades se subtraem.


PRECESSÃO GIROSCÓPICA
A segunda lei de Newton diz que "Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele", sendo essa propriedade conhecida com inércia. Esta lei também se aplica a corpos que giram.

Imaginem uma roda de bicicleta girando (Imagem 01), com o eixo (linha vermelha tracejada) paralelo ao solo (a roda estaria "em pé"). Ela tenderá a se manter girando nessa mesma posição a menos que alguma força atue sobre ela. Porém, se for aplicada uma força paralela ao eixo (seta verde), por causa da inércia a força fará efeito apenas 90 º (um quarto de volta) depois do ponto em que foi aplicada (Imagem 02, seta azul).

Imagem 01: A força é aplicada paralela ao eixo,
quando a mancha roxa está na parte de cima

Imagem 02: a força fará efeito 90° depois, quando
a mancha roxa está na parte da esqueda.

Assim, se a roda estiver girando no sentido antihorário e a empurramos para o lado na parte de cima (onde está a mancha roxa na Imagem 01), a força só fará efeito quando aquela parte da roda estiver na esquerda (onde e está a mancha roxa como na figura 02). Isso faria com que a roda, em vez de tombar para o lado, girasse (Imagem 03), ganhando um novo eixo de rotação (ou seja, ela irá gira em torno de si mesma em duas direções diferentes ao mesmo tempo, como na Imagem 04). Essa é a "precessão giroscópica", também conhecida como "efeito giroscópico".

 Imagem 03: em vez de tombar, a roda começa a girar 
em torno de um eixo vertical (linha azul tracejada)
Imagem 04: os dois eixos de rotação da roda, um na
vertical (azul) e outro na horizontal (vermelho)


Basicamente são esses os princípios, junto com os princípios do voo, que explicam o retorno do bumerangue. No próximo post da série eu junto todos eles e dou a explicação completa. É válido lembrar que outros princípios físicos também atuam sobre bumerangues (como o torque), mas que não são essenciais para entender por que eles voltam. Talvez eu fale um pouco mais sobre eles no futuro.




Bons ventos a todos!
Ítalo Carvalho.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Breve história dos campeonatos mundiais


Olá, bumeranguers!


Um pouquinho mais da história do bumerangue pra vocês:


A história dos campeonatos mundiais começa oficialmente em 1991, quando foi disputada em Perth, na Austrália, a primeira Copa do Mundo de Bumerangue. No mesmo período, foi fundada a World Boomerang Association (WBA), responsável pela promoção do esporte e organização de campeonatos.

Desde 1992 os campeonatos mundiais são realizados de dois em dois anos.
 A International Federation of Boomerang Associations (IFBA), atual órgão mundial responsável pela padronização do esporte, fundada oficialmente em 2004, é a herdeira da WBA. 

As principais provas 
- não todas - disputadas nas competições atuais foram estabelecidas pela Australian Boomerang Association (Associação de Bumerangue da Austrália). São deles também o primeiro campeonato oficial de bumerangues, disputado na década de 60 em Melbourne, dois anos após a fundação da Australian Boomerang Association.

Quase 20 anos depois, em 1987 nos EUA, foi realizado o primeiro evento internacional, com americanos, franceses, australianos e alemães.
 Estes primeiros campeonatos eram chamados de International Team Cup Challenge. Neles, os campeões foram: 
  • 1987 - Realizado nos EUA, campeão: Chet Snouffer (EUA);
  • 1988 - Realizado na Austrália, campeão: Rob Croll (Austrália);
  • 1989 - Realizado nos EUA, campeão: Chet Snouffer (EUA) .

Como dissemos acima, os Campeonatos Mundiais de Bumerangue (WBC) começaram oficialmente em 1991. Segue abaixo a lista dos campeões mundiais: 

  • 1991 - Realizado na Austrália, campeão: John Koehler (EUA);
    Participação do brasileiro Carlos Martini Filho (Magrão).
  • 1992 - Realizado na Alemanha, campeão: Fridolin Frost (Alemanha);
  • 1994 - Realizado no Japão, campeão: Chet Snouffer (EUA);
  • 1996 - Realizado na Nova Zelândia, campeão: Rob Croll (Austrália);
  • 1998 - Realizado nos EUA, campeão: Fridolin Frost (Alemanha);
  • 2000 - Realizado na Austrália, campeão: Manuel Schuetz (Suiça);
  • 2002 - Realizado na Alemanha, campeão: Manuel Schuetz (Suiça); Participação dos brasileiros Tiago Gava, Ricardo Marx e Carlos Martini Filho (Magrão), sendo que o Magrão não participou das disputas.
  • 2004 - realizado na França, campeão: Manuel Schuetz (Suiça);
    Presença do brasileiro Carlos Martini Filho (Magrão), que não competiu.
  • 2006 - Realizado no Japão, campeão: Fridolin Frost (Alemanha);
  • 2008 - Realizado nos EUA, campeão: Fridolin Frost (Alemanha);
    Participação dos brasileiros Roberto Cereser Alejarra, Ricardo Marx e Jerri Leu, que junto com Oliver Snook, compuseram a primeira equipe brasileira a participar das provas por times de um Campeonato mundial, com o nome de "The Others".
  • 2010 - Realizado na Itália, campeão: Alex Opri (Alemanha);
    Participação dos brasileiros André Caixeta Ribeiro (Edim), Ricardo Marx, Jerri Leu e Giosser Braga, que formaram a equipe "Skywalkers".
  • 2012 - A ser realizado no Brasil


Seguem os logos de alguns WBCs: 


          




E para terminar, alguns conselhos sobre nosso esporte:

"A diversão com bumerangue é um negócio sério!" (H. L. Mayhew, EUA, 1982)

"Não atire um bumerangue inútil ao ar, mas sim ao fogo!" (Folclore australiano)

"Faça bons bumerangues e guarde-os para você, o resto dê a seus amigos." (New Frontiers newletter, Austrália)

O melhor atleta é aquele que consegue levar sua noiva para o campo uma vez e ela continua o acompanhando no futuro, para arremessar ou simplesmente para ver.” (Georgi Dimantchev)


Bons ventos a todos!
Ítalo Carvalho.


Referências utilizadas:
Texto postado pelo Eduardo Wahler no blog Jornal do Bumerangue.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dicas para competições 03: Fast Catch, Enduro, MTA e Australian Round

Olá, pessoas!


Depois das dicas gerais e dicas para Trick Catch e Precisão, aqui vão as dicas para Fast Catch, Enduro, MTA e Australian Round, concluindo a série


Fast Catch

Prefira modelos que mantêm o voo baixo durante todo o percurso. Quando o bumerangue sobe, ele percorre um caminho mais longo e toma mais tempo a cada volta.

Sempre se aproxime o máximo possível da linha da raia de 2 metros para arremessar, pois assim você ganha distância e se seu bumerangue estiver indo a pouco menos de 20 metros, você não perderá os arremessos. Tome muito cuidado para não pisar na linha e queimar o arremesso.

Na hora da pegada, não vire o corpo lateralmente. A pegada será mais segura se você encarar o bumerangue de frente e isso evitará que você perca tempo correndo atrás dele, caso não consiga segurá-lo.

Se você já consegue fazer o bumerangue voltar no bull’s eye, trabalhe na transição entre a pegada e o novo arremesso. Aproxime-se da linha da raia para pegá-lo e enquanto o posiciona nas mãos para o próximo arremesso, dê dois passos para o lado oposto, virando o corpo e se aproximando novamente da linha para arremessar. Aproveite a força da cintura e das pernas enquanto gira para dar mais força ao arremesso. Se você é destro, gire o corpo pela esquerda, se for canhoto, gire pela direita.

Se você perceber que o bumerangue não voltará no bull’s eye, não espere que ele chegue muito perto para se posicionar. Corra o mais rápido possível para o lugar onde você achar que fará a pegada. Lembre-se de que você deverá voltar ao bull’s eye para fazer os arremessos seguintes.


Enduro

Utilize as mesmas dicas que as para Fast Catch.

Mantenha um ritmo constante, não esquecendo de respirar. Não adianta começar num ritmo muito acelerado, se cansar rápido, depois de poucas pegadas, e não conseguir fazer as seguintes.

Procure se sentar por alguns minutos depois da prova. É uma das que mais exigem fisicamente do atleta e algumas pessoas pode inclusive sofrer de pressão baixa depois de realizá-la.


Australian Round

Se posicione para fazer a pegada logo após o arremesso. Não fique parado esperando para ver onde o bumerangue irá cair. Passe um pouco do local onde você acha que o bumerangue irá cair, depois se vire e pegue o bumerangue de frente. Como o bumerangue estará completamente em seu campo de visão, você saberá se posicionar melhor para fazer a pegada.

Na hora da pegada, você pode tentar pular, pegar o bumerangue e cair em uma raia menor, assim você aumenta seu score em dois pontos. Caso consiga fazer isso em todos os arremessos, você aumentará 10 pontos em seu score. Lembre-se: para que isso funcione, você deve estar no ar no momento em que pegar o bumerangue.

Em geral, quanto mais longe o bumerangue for, mais difícil será ganhar pontos por precisão. Prefira bumerangues que vão a 30 metros, mas que tenham uma grande precisão. Assim, se você fizer a pegada, pontuará mais do que se tivesse arremessado um bumerangue a 50 metros, mas que não voltou dentro da raia dos 10 metros. Lembre-se: a pontuação por precisão é maior que a pontuação por distância.


MTA

Na prova de MTA 100, arremesse no limite da raia de 50 metros, encarando o vento. Como o vento empurrará o bumerangue na direção oposta, você terá toda a área atrás de você para fazer a pegada.


Se a prova for de MTA ilimitado e houver vento, procure usar qualquer barreira contra o vento que existir no campo (árvores ou prédios muito altos, por exemplo). Arremesse próximo a ela, assim o bumerangue estabilizará mais fácil.

Comece a correr imediatamente após o arremesso, na mesma direção em que o vento está empurrando o bumerangue, assim você pode se posicionar à frente dele, facilitando a pegada. Fique atento a mudanças na direção do vento. Você pode pedir a alguém que fique na posição onde pegaria o bumerangue e correr para esta pessoa. Isso evita que você corra olhando para trás e tropece.

A melhor maneira de fazer a pegada é na altura do umbigo, deixando as mãos “moles” e dobradas para trás, dobrando-as para a frente apenas no momento exato de pegar o bumerangue. Isso evita que elas se tornem um obstáculo para o giro do bumerangue.

Sempre mire no centro do giro do bumerangue, e não o meio do bumerangue em si.

Você pode se abaixar e cair para trás, se deitando, no momento exato em que fizer contato com o bumerangue. Isso fará com que ele caia sobre seu corpo, caso a pegada não seja muito firme, em vez de cair no chão.

Alguns atletas mais experientes chegam a se deitar para fazer a pegada. Assim, quanto mais baixo eles pegarem o bumerangue, maior será o tempo contado. Se você não garante que conseguirá fazer isso, só tente depois de garantir dois ou três bons tempos em arremessos anteriores.

Caso o bumerangue quebre em sua mão e algum pedaço cair no chão, a pegada será válida se houver QUALQUER pedaço do bumerangue em sua mão, independente do tamanho.




Bons retornos a todos!
Ítalo Carvalho





Referências utilizadas:
Vídeo-aula de MTA do Sandro Freitas (também é recomendável assistir)
Ricardo Marx e Fracaboom, via Twitter

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dicas para competições 02: Trick Catch e Precisão

Olá, pessoas!


Dando continuidade às dicas para competições, depois das dicas gerais, aqui vão algumas para Trick Catch e Precisão.


Trick Catch Single:

Tenha um bumerangue próprio para single. Se você usar um dos doublers e algo acontecer a ele (quebrar ou perder), você poderá ser prejudicado.

As quatro primeiras pegadas valem menos, então não se preocupe se você as errar. Concentre-se nas outras seis, pois as pontuações são maiores. É comum os competidores errarem as primeiras pegadas por estarem nervosos no início da prova. Mas se acertarem as outras seis, conseguem 90 pontos, o que com certeza garantirá uma ótima classificação.

Se posicione de maneira que o vento leve o bumerangue até você em vez de você segui-lo. Você porde regular o bumerangue para que ele caia de 2 a 5 metros à sua frente. Comece a correr logo depois do arremesso, não espere para ver para onde o bumerangue irá.

Cuidado com o sol. No momento da pegada, se movimente para que ele não fique na mesma linha de visão que o bumerangue, pois ele pode ofusca-lo. Basta se mover alguns graus para um lado.

Você pode treinar as pegadas em casa usando um bumerangue de papel ou papelão (se tiver espaço); ou girando um bumerangue de plástico e jogando para cima.

Nas pegadas:
  • Mão direita e mão esquerda livres: tente pegar o bumerangue o mais alto possível, passando o polegar por cima dele. Assim, se você errar a primeira tentativa, terá outra chance de pegá-lo mais abaixo, até mesmo mergulhando para alcança-lo.
  • Duas mãos atrás das costas: procure ficar de lado e inclinar o corpo na direção oposta à do bumerangue. Mantenha contato visual com o bumerangue tanto quanto for possível, assim você perceberá qualquer mudança mínima de direção que possa desviá-lo de sua mão.
  • Duas mãos por baixo da perna: prefira pegar o bumerangue pelo lado de fora do corpo, assim você evita que ele se choque contra sua cabeça, ombros ou tronco. É possível pular para fazer a pegada, tendo então mais uma chance caso erre a primeira tentativa.
  • Eagle catch: não tente fazer a pegada quando o bumerangue estiver muito alto. Espere (com a mão já levantada) que ele chegue à altura do seu peito para pegá-lo. Você pode deixar a outra mão estendida na altura da cintura para bater o bumerangue para cima caso erre a primeira tentativa, assim você terá uma nova chance de pegá-lo. Mas lembre-se: caso tenha sucesso na primeira tentativa, a outra mão deve sair do caminho para que não interfira na pegada.
  • Hackey catch: pode ser feita por dentro (com a lateral interna do pé), por fora (com a lateral externa do pé) ou com a perna invertida (de letra). O chute por dentro é o mais seguro, pois o corpo fica numa posição mais favorável para pegar o bumerangue (nas outras duas você terá que se esticar mais para isso).
  • Tunnel Catch: use a mesma dica que na pegada com duas mãos por baixo da perna, mas não pule, pois os dois pés devem estar em contato com o chão para que a pegada seja válida.
  • Uma mão por trás das costas: use a mesma dica que na pegada com duas mãos atrás das costas. Você pode deixar o bumerangue bater nas suas costas para que ele pare de girar e facilitar a pegada, mas lembre-se de que você não pode prendê-lo entre a mão e o corpo para pegá-lo.
  • Uma mão por baixo da perna: use a mesma dica que na pegada com duas mãos por baixo da perna.
  • Foot catch: deite-se da lado para pegar o bumerangue com as laterais dos pés, reduzindo as chances de quebra-lo. Alguns atletas preferem fazer essa pegada com os pés descalços.


Trick Catch Doublers

Memorize a ordem e os valores de cada pegada, assim você pode decidir estratégias durante a prova.

Na hora de arremessar, sempre posicione o insider um pouco à frente do outsider em sua mão.

Se você perceber, depois do arremesso, que apenas um dos bumerangues está voando do jeito correto, garanta a pegada com ele e vá atrás do outro só se der tempo.

Faça a pegada que vale mais pontos primeiro, pois se você errá-la terá outra chance no outro bumerangue.
Lembre-se de que não deve soltar o primeiro bumerangue antes de ter pegado o segundo. Você pode ficar com ele na mão, colocá-lo na boca, na cintura ou na camisa, mas nunca deixe que caia no chão antes de ter dominado o segundo.

Na combinação Eagle catch / Foot catch, é recomendável fazer a Eagle primeiro, pois é mais difícil se levantar depois da Foot a tempo de alcançar o segundo bumerangue.


Precisão

Após o arremesso, saia imediatamente do bull’s eye, pois assim você evita que o bumerangue bata em você caso volte com precisão máxima, o que anulará o arremesso.

Preste atenção em que direções os outros competidores estão arremessando, assim você poderá perceber mudanças na direção e intensidade do vento quando for sua vez.




Veja também as dicas para Fast Catch, Enduro, Australian Round e MTA.





Bons retornos a todos!
Ítalo Carvalho.


Referências utilizadas:
Vídeo aula de Trick Catch do Sandro Freitas (também vale a pena assistir)
Ricardo Marx e Fracaboom, via Twitter